O nome do meu desenho na pré-escola fora “O sorvete do meu amigo”. Mas é incrível como em todo esse tempo eu nunca parei para entender o porquê desse nome. Naquele desenho um prédio, um sorvete maior que um prédio, um céu azul, um sol lindo, uma flor menor que o sorvete e uma árvore.
Antes de ontem eu dava mais valor no sorvete,
Ontem eu dei mais valor no prédio,
Hoje dou mais valor na flor,
Amanhã talvez eu escreva um coração a dois numa árvore.
Eu prefiro deixar um bilhete
Para não deixar o coração ao tédio
Que chora futuro pensando na cor
Do vestido de casamento que hoje me namore.
Eu já fiz declarações, contei histórias de falsas verdades, recitei mentiras verdadeiras e mandei flores com destino à má liberdade. E com tais ganhei um tapa na cara, um chute na bunda e um beijo de despedida em um pedaço de papel eletrônico.
Que será que devo fazer
Para rimar um ato e uma crueldade?
Vou deixar Deus escolher
Um romance fato, na ficção realista da eternidade.

Choro eterno. Vou até dormir. E chorar.
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