18 de fevereiro de 2012

Na mesma mesa de ontem



Guardar o guardanapo que você usou
E limpou os lábios que eu sonhei beijar
Traduzir em versos escritos nas linhas do vento
Sento, sinto, submisso ao tempo
Tempo que passa e para, continua e se cala
Perante as gritarias do meu coração.

Não ouse discordar da minha atitude inconveniente
Fiz tudo o que fosse convincente
Para que a tarde de sol quente fosse gelada
O gelo do teu suco fosse folha queimada
Pela ardência de um amor que nem sei se existe.

Um talvez que talvez aconteça,
Um amor que amavelmente eu amarrei
Na rede do peixe que viajou longe por você, eu sei...
Se valeu à pena talvez me fuja à compreensão,
E ainda que eu grite e te peça perdão por achar
Que valha a dor de te amar...
Esse é o meu palpite.

Luiz Aguinaldo

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