10 de fevereiro de 2012

(Re)Descobrindo-me




Sentindo-me sonolento e com uma enorme vontade de sonhar novamente.
Meu interior é um mundo sensível e alvo de balas perdidas que sabem muito bem qual o alvo final.
Pense em um sonho em que se vive em um lugar de imensos campos floridos e ludos florais, em seu centro uma fonte de águas límpidas e a alguns passos dali um grande livro, lindo, mas as suas palavras, se lidas, destroem tudo. O que não se sabe, muito menos se ouviu falar, mas se suspeita, é que no meio de tantas palavras apocalípticas há a revelação do verdadeiro amor e, se lida apenas ela, o encontrará.
Eis a minha vida, e muito longe desse sonho que interioriza todas as minhas expectativas reais e objetivas, existe o amor.
Helena disse hoje que tenho o dom de expressar sentimentos puramente verdadeiros em palavras que brilham e dão luz ao caminho que seria escuro. Mas eu discordo. Eu tenho um dom, mas é o de me apaixonar erroneamente, e foram tantas vezes, por tanto tempo, que hoje quando sinto uma possível chance de encontrar alguém que faça com que a felicidade seja reciprocamente verdadeira e fiel, logo caio na minha própria contradição da descrença.
E como tal amante das palavras, admiro quem sabe tratá-las e o que elas podem fazer com o mundo e com o nosso mundo, e então me vejo apaixonado novamente como quando o coração e a mente se dão as mãos e oscilam no espaço entre as luzes e as cores fortes, frias, fugazes e, ainda assim, felizes, que nos torna sabedores do incerto.
Eis que descubro nessa paixão ardente a realidade e a real veracidade de um nome de criança e assim passo a saber quem eu sou e o que sou.
Sou um ator das minhas vontades. Sou filme de mim enquanto todo.
Sou Luiz e Alice no país das maravilhas da embriaguez potável.

L.A.

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