26 de agosto de 2012

Ao que espera as batatas




Eu precisava pegar uma batata
E depois acha-la de olhos fechados.
Havia sorrisos na minha batata.
Já viu sorriso em alguma batata?
Preste mais atenção nas pequenas coisas
E tenha calma, espera e confia...

A calma é branca
A alma canta no inverno de folhas verdes,
Folhas verdes, folhas verdes que voam,
Voam como se o ar fosse o céu,
Flutuam como se flutuar fosse sorrir,
Alcançam como se pudessem pegar,
Mas como pegar o ar?

Eis o inacreditável mostrando sua inexistência,
Pois a folha verde crê e se crê pega!
Eu vi uma folha verde pairar entre o vento, a brisa e o vácuo,
Como se fosse possível unir água e óleo.

Impossível unir água e óleo?
Oras... E quem disse que para unir precisa se misturar?
Coloque-os no mesmo copo e unir-se-ão.
A água e o óleo são norte e sul,
Mas quando num mesmo copo estão no mesmo mapa.

Cai chuva de outono sobre seca primavera.
Chuva de água e óleo molhando o ar e a folha verde.
O Senhor dos senhores, dono do tempo,
Faz correr pedra sobre uma montanha de água,
Ele faz naturalmente seu sobrenatural
E faz sobrenaturalmente o natural.
Não duvides do Ele pode fazer,

Quanto a mim...
Eu sou folha verde e óleo.
Há sobre mim ar e água
Feitos para mim por Ele.
Não duvido! Pois havia um sorriso
Na batata...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Pode "mandar bala" nas críticas boas e ruins aqui!