Caio leve e molho tudo
Cai tudo quando eu peso
Embaça o vidro e fica mudo
O passarinho que canta preso.
Quem tem teto foge
Quem não tem se esconde
Alguns que têm acendem a lareira
Os que não têm sorriem e cantam.
Saio do chão do mar
E volto pelo algodão celeste
Estou na tela do cinema num beijo de amor
Sou maravilha divina do nosso Senhor.
É vida pura e a vida pira
Tudo muda quando o céu transpira
Emana esperança e sorrisos sinceros
São pedidos meros dos que choram sob mim.
Tenho guarda e saio no sol
Tenho bolo e desço com a lua
Sou nua e no céu
Sou confete transparente
Sou amor de adolescente
Sou o triste e o contente
Sou o objeto do contraste
E mesmo que não existisse
Gritariam-me no meio da rua
Sou água, Sou chuva.
Sempre delicado, sempre intenso, sempre lindo!
ResponderExcluirParabéns!