21 de fevereiro de 2011

Chuva

Caio leve e molho tudo
Cai tudo quando eu peso
Embaça o vidro e fica mudo
O passarinho que canta preso.

Quem tem teto foge
Quem não tem se esconde
Alguns que têm acendem a lareira
Os que não têm sorriem e cantam.

Saio do chão do mar
E volto pelo algodão celeste
Estou na tela do cinema num beijo de amor
Sou maravilha divina do nosso Senhor.

É vida pura e a vida pira
Tudo muda quando o céu transpira
Emana esperança e sorrisos sinceros
São pedidos meros dos que choram sob mim.

Tenho guarda e saio no sol
Tenho bolo e desço com a lua
Sou nua e no céu
Sou confete transparente
Sou amor de adolescente
Sou o triste e o contente
Sou o objeto do contraste
E mesmo que não existisse
Gritariam-me no meio da rua
Sou água, Sou chuva.

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