Entregar minha alma ao tempo
Dos acordes infalíveis e a desordem dos culpados
Depredados a todo momento
E deixarem sua sobriedade pelos desacordados.
Falo da inocência de sermos brasileiros
Achar que a última hora é a melhor
Enquanto perdemos todas as outras...
Falo da incompetência da mente insensata
Transforma-nos em desacreditados e forasteiros
Vejo o que passamos e não agimos por dó
De nós mesmos...
Falo de subir no palco e gritar por socorro
Tentar. fazer e enxergar os verbos que usamos para matar
E nos matamos sem nos entregar
À causa que nos corrompe do mar ao morro,
Do baixo ao alto... Do mendigo... Ao planalto.
Entregamos a Deus e nos entregamos ao nada
Ele não tem culpa...
Somos nós que achamos que os outros são os nossos pés
Somos nós que lavamos o convés do navio
E nos prestamos a trocar nossa saúde por moedas de metal.
Por fim nos entregamos pela invalidez
De gente como vocês
Que sabem falar, hipócritas e vergonhosos
Os meus sonhos, hoje, distantes
Mostram que daqui para frente serei a escuridão na luz
Pois vocês se acham iluminados e são todos ordinários
Tratamos então de nos separarmos
Eu vou lutar contra gente que nem vocês
Vou lutar contra o mundo e os otários
Vou buscar aos dicionários por palavras que me façam agir
Vou surgir e não vou mudar, vou fazer o que ninguém sabe
Vou saber amar... E me amar.
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