8 de fevereiro de 2011

Homem de meia vida

Olhando para o chão
Dou mil voltas ao meu redor
E olho mil vezes para o mesmo lugar
E sinto-me inato.

Vejo o homem todo em meio coração
Escravizado pelo suor
Sem tempo parar correr e amar
Sentindo-se inapto.

Gasto o tempo morrendo pela ganância de alguém
Saio dali e volto para o meu mundo, família e amigos
Manhã e tarde me sinto vivendo por ninguém
À noite volto aos sonhos que acredito.

Não há nada que possa voltar
A não ser o trem das três para a estação
Procure alguém por quem amar
Não se encaixe na solidão.

A vida tem cheiro de dominó
Monta no passado e desmonta no presente
E o futuro é um só e eu sei
É o que você quiser ter.

Não há nada que possa voltar
A não ser o trem das três para a estação
Procure alguém por quem amar
E ela sairá de algum vagão.

Procure alguém por quem amar
E ela sairá de algum vagão.
Não se canse de procurar.
Nunca se canse de esperar.

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