4 de novembro de 2011

Confusão



Eu sinto uma coisa estranha,
Bem estranha por sinal,
Ela vai apertando o meu peito
E a minha mente entra em colapso
Aparentemente o mundo vira por si só
Substancialmente nós somos quem fazemos o nosso mundo girar
E surpreendentemente sinto como se alguma coisa me impedisse de girar.

Alguma coisa poderia ser alguém
Ou alguns que não sabemos quem.
Alguma coisa pode ser o passado, o presente,
Ou então a dúvida se aquilo estará presente no futuro.
Seria fácil se eu pudesse dizê-la
E mesmo que eu a soubesse seria impossível
Porque me fogem as palavras ou provavelmente elas não existam.
É confuso.

Imagine um caracol... Imagine apenas a forma de seu casco...
É como se fosse aquilo infinitamente
Como se os meus olhos acompanhassem cada volta interminável.

Eu sou bastante emotivo, mas não há porque chorar,
Não há motivos para manter a calma de uma face escondida sobre o travesseiro.
E eu sei que essa coisa que se chama coisa por eu não saber descrevê-la
Sei que ela tem forma, sei que ela tem cheiro,
Sei que ela tem sorrisos que me dominam,
Sei que ela é ela, mas descrevê-la é como se fosse
Uma rosa invisível...
Sabemos que é uma margarida, instintivamente,
Sabemos de cor o seu cheiro... Ao menos eu sei...
Sabemos dos seus improváveis espinhos,
Contudo não podemos ver a sua cor
Nem há como Beija-flor dizer como levá-la para casa.

Ela está longe e sinto-a perto,
E a cada dia em que ela está perto viajo
Como se eu perdesse o chão e aprendesse a andar sobre o abismo,
Sob os meus pés o pensamento alto,
Sobre eles um corpo trêmulo,
E sobre o corpo um infinito desenhado pela minha imaginação,
Do futuro para frente
Como se cada segundo fosse fruto da criação do grande engenheiro da felicidade.

Ó Deus, ó Deus,
Cada viajem é um desespero meu
Os erros são contados e ela nem olha para mim
E quando olha, por alguns segundos, fico sem reação, por alguns segundos
Paraliso e suspeito começo a devanear,
Deve ser este o meu grande problema... Devanear, devanear...

Queria eu ser altivo e infiel
Talvez seja disso que ela goste,
Alguém que a daria todo o prazer momentâneo
E depois jogaria fora tudo o que cresceu dentro de si.

Tolice,
Enfim, esse sou eu, isso tudo é minha singularidade
Prefiro desesperar-me como eu, que conquistá-la sendo quem não sou.
Um dia tirarei essa invisibilidade que me corrói o coração e a mente
Mostrando que a amo, mas acima de sua beleza de carne
Poderia dar a essa nobre flor a beleza de uma vida eterna
Que vale mais que qualquer maquiagem logo após acordar,
É sim a transcendência de um sorriso que se abrirá até o fim da eternidade de nós.

Tantas palavras jogadas para frear essas lágrimas que não caem de tantas que são
Apenas para dizer que te prezo mais que a minha felicidade
Sabendo-se que também a gosto
E ficarei feliz se souber enfim
Depois de tanto, sem maior espanto
Que és o que me faz feliz.

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