13 de novembro de 2011

O álbum da noite


Sentado frente à janela
Sentindo o vento frio da noite
Que conquista lá fora a luz de um infinito universo.
Há em algum gramado, namorados olhando suas estrelas,
Enlaçados em um abraço que esquenta a sorte
E mergulhados num afago de um coração imerso

Na água que eu mesmo bebi
E nem por isso vivi,
Muito menos chorei.
Sinto dizer que me confundi,
Mas eu sobrevivi
E me apaixonei.

O galo canta a canção d’Aurora,
O sol chama a lua para ir embora
E desperto alegre e com calor.
Vejo no espelho as letras de batom da Senhora
Dos meus sonhos que outrora
Me convidou para sentir o amor.

Eu não sei o que ele é,
Muito menos como senti-lo de verdade
Vivo em outra realidade
Em que não tenho coragem
De mostrar as minhas mãos geladas e tremendo
Do quanto estou sofrendo
De que a esperança de tê-la comigo é fé.

Eu cansei de gostar de quem não me vê
E de não ver quem gosta de mim
Eu não queria que fosse assim,
Mas tenho que dizer
Que só existe vida se o espelho refletir
Nós dois em divisões de um só momento...

Primeiro beijo, primeiro abraço
Primeiro sorriso que revela a felicidade em seus traços,
Primeiro amor de verdade pelo qual me desfaço
Primeira vez em que sorrio num retrato
De fotos do nosso futuro namoro e casamento.

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