22 de dezembro de 2011

Quando há surpresa

Imagem retirada da internet


Chega o outono e as folhas caem
Toda clorofila se desfaz num gesto de desprezo
E vejo o coração humano vivo nesta mudança.

O vento sopra os cacos do coração
As tais folhas que um dia fizeram sombra para um beijo sincero
E hoje elas são secadas pelo calor do sol que a nuvem não cobriu
Não que ela seja má, até porque ela já trouxe chuva para os amores molhados,
Mas porque nem mesmo a saudade é sincera,
Nem mesmo a solidão é uma megera...
Ela apenas não crê em si mesma... Nem mesmo nós cremos em nada...

O tempo... Sim o tempo...
Que acompanha as frações e os frisos de olhares
Maldosos, maliciosos, inocentes e de crianças adultas.
O tempo dá as mãos para o vento na caída de cada folha, de cada flor,
Do seu aconchego ao chão marcado pela ausência de alguém,
Dá as mãos como um casal que promete eternidade e morre no para sempre,
E se debruça nas lágrimas da tempestade que traz frio...

E quando parecia que a noite seria enfim o silêncio da perdição,
De dois nadas, de dois destinos cruzados entre várias agulhas e linhas,
De suavidade pedra e brutalidade macia, de dois lados e um motivo de dois,
Eles correm pela chuva cruzando o espaço e o tempo.
E tudo para... Menos a chuva e suas mãos dadas
Girando seus corpos como se o infinito fosse um mero expectador da esperança.
Se abraçam... Os corpos sem sintonia alguma...

E outras gotas de gostos diferentes bailam entre o vento e seus rostos.
Doces brutos toques alcançam a macia face corada e secam o molhado infinito,
Foi como tocar um coração com a mão de sua alma...
Um sorriso...
E toda a natureza que pregara sua peça sobre o que foi criado,
Se rendeu à grandeza de duas forças apaixonadas...

Não houve chuva, nem tempo, nem frio, nem outono,
Nem o trem, nem muito menos qualquer estação ou distração da verdade...

Todos se renderam ao invencível...
Todos... Todos...
Todos ouviram dois dizendo por um...
Todos descobriram através de dois...
Todo amor.

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