Imagem retirada da internet
Eu pedi para ficar sozinho
Quem não quer a liberdade de amar sem ninguém?
É tão mais fácil dizer eu te amo para mim mesmo
Gostar dos meus próprios versos cantados
Ou dormir abraçado no travesseiro macio
Sonhando acordado com a foto que eu recortei
De quando a gente nunca se viu
Era eu e um sorriso meu, mas que não era para mim
Era um sorriso de uma foto, guardada, parada, estática,
Para guardar longe da estante, sem frio, sem brio, só rio...
Eu desejei correr sobre o campo de girassóis, a sós,
Sem o ‘nós’ que nunca existiu.
Sobrevivi ao soterro do dia que tardou cedo e vazio
O galo só cantou ao meio dia, sem voz...
Perguntei ao dono da dúvida se ele tinha ouvido
O barulho que ensurdece do sono do poeta semi-vivo
Ele nunca ouviu os acordes suaves, da melodia bela grave,
Ele apenas sentiu o vento frio-quente, ele viu a gente,
Poeta e semente, como uma flor cantada sob o bico da ave
Que passava voando, planando boba sobre a sombra.
Procurei dar os passos de acordo com o tempo
Passei a procurar o tempo para acordar
Dormi um sono sem sonho, e me realizei,
Porque na realidade foi esse sono que sonhei
Pensando em te escrever, em cantar para você.
Pensei em você cantar para eu escrever.
Você pensou numa canção para a gente se amar.
O amor é uma ousadia, uma corada bochecha sadia,
Da vergonha em cantar para o mundo dos nossos sonhos ouvirem,
Porque os nossos sonhos não pensam, eles acontecem por querer.
Tudo se resume num travesseiro
Que persuasiva marcou seu cheiro
Só para eu não querer dormir...
Eu nunca mais fechei os olhos,
Nunca mais quis que fosse um sonho...
Mas não era sonho...
Era só você me abraçando feliz.

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