2 de maio de 2012

Para o frio um aquecedor




Tem quem aquece na prece
Na pressa de ir à quermesse
Encontrar o seu amor
Para que ela o abrace
Cubra-o de beijo quente
Há quem não se aguente
E procure um amor efervescente
Que faça sorrir a lágrima que escorre ao dente
Palavra doce que faz contente o coração da gente

No frio que sinto onipresente
Tal qual consequência é o amor ausente
Distante...

Único ponto é o reticente
Da poesia que quer ser verbo quente
Para o casal que se olha ardente
Pedindo a Deus para um estar ao outro presente
Como se fosse um presente tal conjugação no presente
Deixando-os perto do que seria o para sempre.

Luiz Aguinaldo

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