25 de setembro de 2011

Quarto cheio vazio



Vejo o meu quarto assim como vejo a minha vida
Vejo tanta coisa amontoada por cima
Vejo a vidraça embaçada pelo frio
Vejo tanta coisa jogada aleatoriamente
Vejo tanta gente...
Vejo a seringa vazia, jogada, antes do lixo.
O lixo é o meu quarto
E o vejo como a minha vida...

Meu desânimo do dia a dia
Minha vontade de dormir todos os suspiros
Mais saudade do meu ânimo
Minha saudade do resto da minha casa...
Mas aqui estou eu entulhado no meu quarto...

Tem pratos, copo, computador, carteira;
Tem seringa, tomada, camas, travesseiros, mesa;
Tem televisão, rack, desodorante, bolsa;
Tem carregador, fone de ouvido, colchão, calça;
Tem cadeira, guarda-roupa, óculos, camisa e remédio;
Tem algodão e tem sono;
Tem medo e desânimo;
Tem laranja e eu...

Assim como a minha vida
Tem tudo o que temia que tivesse
E tem falta, a fundamental...

Sim!
Eu tiraria tudo isso e poria um ponto final...
Não precisaria ter nada
Se tivesse você...
Eu e você... E nada,
Nada mais.

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