Eu sinto que amar é transitivo
Transita indiretamente entre o meu todo e o nada,
Entre o meu coração e algum ponto da terra.
Em uma simples tacada... O buraco.
Soa-me frio a voz do vento
E procuram no meio dos olhares estranhos
O amor que não encontraram cá.
Minha educação de outros tempos
Me permitiu ir sentado no banco de trás
Mero espectador da perdição,
Mas fazer o que a mente humana impõe aos desejos
Jamais!
E estive pensando naquela queimadura
Cravada com o ferro quente
No sofrimento lacrimoso do desespero, do passado.
Não ouso dar sequer um passo perto da sacada.
Sim, a sacada!
Aquela de que moro no coração e ouso olhar além.
Nela consigo apenas olhar um mundo que não me pertence,
Que me enche os olhos, faz brilhar as meninas deles,
Mas prefiro deitar na cama e apenas sonhar,
Aquela de que moro no coração e ouso olhar além.
Nela consigo apenas olhar um mundo que não me pertence,
Que me enche os olhos, faz brilhar as meninas deles,
Mas prefiro deitar na cama e apenas sonhar,
Pois o sonho é essa ponte de transição direta
Entre o que sou e o que quero,
Entre o que quero e o que posso,
Entre o que posso e o que desejo,
E entre o desejo e tudo aquilo que me prende.
Nessa ponte paro,
Olho o mar e o horizonte finito
E durmo... E acordo...
E amo.
Entre o que sou e o que quero,
Entre o que quero e o que posso,
Entre o que posso e o que desejo,
E entre o desejo e tudo aquilo que me prende.
Nessa ponte paro,
Olho o mar e o horizonte finito
E durmo... E acordo...
E amo.

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