4 de janeiro de 2012

Louca realidade

Imagem retirada da internet


Eu não consigo explicar a sensação
É como se as borboletas fossem azul fluorescente
Como se as rosas tivessem algum desleixo de pigmentação
Que as fizessem parecidas com o sol num eclipse
Como se cada instinto fosse um complexo arco-íris quente e gelado
Não posso entender, mas eu vi
A casa flutuava sob a canção de ninar e gritos de “Strawberry fields forever”
Como se fossem dezesseis... Isso! Dezesseis cogumelos...

Não me deixe sem palavras, eu percebi
Que os meus sonhos são na verdade uma mentira
Onde cada piscar de olhos fosse globos de luzes luminescentes e queimavam
Queimavam como um sorvete de pistache com calda de solidão
É um absurdo ter que desistir da minha existência por uma loucura.

Mas como não pensei nisso antes?
Mas é claro! É uma ilusão, desilusão, devaneio, medo misturado com miragem...
Sei lá. Eu não estou em condições de definir a vida
Entre uma brecha na parte mais profunda do coração e cores como branco ou vermelho...

Mas como não pensei nisso antes?
Acho que existo. Eu penso, não é mesmo?
Oras, duvido até de minhas próprias dúvidas...
Confúcio venha cá.
Confundo-me com a minha própria imagem ofuscada pelo mormaço no espelho
Não sei quem é quem, quem sente o que, ou quem é o que deveria ser ou não...

Mas por que eu nunca senti isso antes?
Loucura, só pode...
Vou me deitar na cama macia e pensar na dureza de sentir a vida...
Quem sabe assim eu não resolva fazer alguma loucura,
Chamar-la para jantar à luz de velas e apagá-las
Para que você sinta com a parte da cabeça responsável pelos sentimentos
É básico como resolver uma equação de segundo grau com palavras inventadas...

Não estranhe...
É que você não me dá opções, você foge...
Você se esconde no seu sorriso só para me perder nesse caminho solitário que me vejo
Eu só vejo... Nada mais faço... Olhar para ti não é mais recompensa
É uma questão de vida ou morte, sanidade ou mil dias numa ilha em outro planeta,
É questão de ter ou não ter...
Posso não ter nada nessa vida e continuar nessa loucura insana,
Mas você ao menos poderia aceitar a contradança,
Rir um pouco em uma conversa jogada fora,
Tomar um bom vinho, deitar, abraçar
E viver toda essa loucura em um só choro, um só travesseiro, um só colchão...

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