15 de janeiro de 2012

Sábado na balada

Imagem retirada da internet


As luzes oscilando entre suas cores
Em algum lugar há cheiro de sensação
O verde dá saudade, verdade
Que eu digo sem me tocar que a música mal começou.

Precisei entender que quando a letra vem antes da batida
É porque a festa nem começou
Luzes acesas, cantores no palco... DJ.

E os passos vão calmos para a pista
E lá não tem branco...
São flashes de luzes multicolores em um escuro sem um fim próximo...
São onze da noite... “Traga-me vodka e energético meu bem
Vamos nos embebedar de samba!”

A energia aquece e lá fora o vento é doce,
Mas tem cheiro de cigarro...
“Vamos lá para dentro meus amigos”
No meio da multidão, olhares extasiados rumam diretamente meus olhos,
Mas não os quero ver, eles não tem sintonia
Só há um olhar que solta a música e me envolve...

As horas passam lentamente
Como num filme de comédia romântica
E eu rio o tempo todo... Você viu?
Os ponteiros querem a nossa diversão
“Irmãos, vamos dar uma volta e conversar...
Elas querem de nós o que não podemos dar.
Vamos ver a luta no telão, vamos pular!”

O calor começa a invadir os corpos na noite
Na noite em que tudo inspira
E respira a precipitar um elo que começamos a desenhar.
Abano-me e sinto o perfume ainda fixo em mim
Será que você sente assim?

Sóbrio... Sem brio... Só...
E a roda de samba ganha uma viola
Saem os artistas e entra a dupla
Uma melosa aqui, uma agitada ali
E sentados cantamos, sorrimos, e por alguns minutos...
Silêncio...

“Vamos embora!
Pasárgada não está perto de nós...
Prefiro um tchau com gosto de até mais
Prefiro chegar em casa e tomar um banho gelado,
Mas não é hora de acordar... Mas não é hora de dormir...
Mas é hora... É hora de lembrar como foi estar lá...”

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