14 de abril de 2012

Inexistência que possa existir


Imagem: Olhando para o infinito
Autor: Andreia Santos


Eu,
Poço fundo do amor
Desagregado da minh'alma em transe
Trançada sobre o desenho do meu DNA.
Cai, caai, caaai, caiiiiindoooooo ...

Reticências marcam o fundo do coração
Caíra alguém por ali
Espatifara-se e não se encontra mais.

Há alguém perdido no mundo?
Perdido de si mesma em alguém?
Talvez se ache em mim,
Mas ainda que se prostre a Verdade enfim
Tal Mentira será amar-se em meus olhos cintilantes.

Não discutam casos de amor entre as madeixas esquecidas de uma estória
Tampouco antes foras uma inverdade que sonhei num travesseiro outro
Tão grandes versos versificados velada pela verossimilhança de não me ser eu
Tantas palavras sem nada explicar.

Desagrega,
Não
desapega,
Me puxa,
Duas linhas
Duas palavras,
Me cega
de amor,
Me abre
a visão.

Pode Deus me fazer tão imperfeito perante os homens
E perfeito diante Dele?

Que eu fosse então um barco à vela
Assopra-me, me leva
Aonde o sol é chuva de trégua
E a lua, nua, sua o céu de alegria.
Ousa-me, me suja de terra
Ainda que eu caia de sono para manter-te viva.

Não se desfaça apenas por eu não ser nada
Não sou o suficiente para mulher alguma
Não sou o que ninguém procura,
Mas talvez quem me ache...

Ama-me
Me ame
Me ama-me a mim
Como amar-te-ei a ti
Assim como amar-me-ei a mim
Egoísta e por você.
Uma sobra no céu escuro
De nós dois num piquenique
bailando a sós, sem voz, sem nós, só nós, nos nossos sonhos, algoz.

3 comentários:

  1. Perfeito manolo! Acredito que a inexistência humana esteja nas suas formas erroneas de amarem seus entes queridos.

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  2. Eu já te disse que tudo o que você escreve me encanta?
    Tudo o que escreve me encanta!!
    Tanto sentimento... E tão profundo...
    Ai de você se parar de escrever. Eu deixo ficar algum tempo descansando mas, parar, nem pense nisso!!
    Beijosss!

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  3. Agradeço aos comentários.
    Pri, saiba que é impossível parar. Não sou eu se eu não escrever.

    Beijos e abraços.

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