17 de abril de 2012

Liquidificador






Se eu fosse escrever aqui
Muitos versos sem estrofe
Sem pausa nem metamorfose
Tiraria de mim meu sumo
Um suco viciante do que sou
Juntaria com o mundo e o que eu preciso dele
Colocaria num copo todo o líquido que eu batera
Ele saiu vermelho vivo com gosto de suor doce e frio
Daqueles que me arrepia e causa calafrios
Só de tocá-lo em minha boca já sinto um tremor
De beber do que há em mim
Dessa vontade louca e pura
De dar as mãos, tocar-lhe os pés,
Deixar rolar a sorte e o revés dessa mistura
De nós... Desse insaciável Amor.

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