2 de abril de 2012

O homem que vê sem olhos




Eis o homem no buraco entre pedras
Escuro, faltando ar, sozinho.
Homem que só sai à noite
E continua a enxergar apenas a beleza do céu negro.

Cai a pedra e ele a levanta
Então se fortalece, seus músculos enrijecem
E não procura entender.
Atira-se ao prático, cômodo e prazeroso momentâneo,
E continua à margem da ignorância, da soberba,
Da luxúria, e da vaidade, e da crueldade, e da arrogância,
E da falta de fé misturada com a fé no homem
O homem igual ao homem
E assim o mundo corre, não para, não cessa,
Não se rende ao tempo e o tempo livra-se de si mesmo.

Quando o homem souber que a sua força física
Não viverá para sempre,
Mas que o seu crescimento intelectual pode durar
Para sempre todos os dias.
Daí então terá ele a chance de ser atípico ao dia a dia,
Contudo ainda não poderá mudar o mundo.

Eis que o homem crescendo intelectualmente aprende a pensar
Então passa seu conhecimento à frente,
E o próximo à frente, e o próximo à frente,
E o próximo à frente, e o próximo à frente,
E assim vai continuamente.
Eis que futuramente...

O mundo estará mudado!

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