23 de setembro de 2010

Desespero

O sol já gritava desesperado
Para nascer depois de um luar estrelado
Rebeldia por ainda ser noite
Um açoite da escravidão por viver apenas dia.
Discorre de palavras voluptuosas
Suntuosa, arrebata no coração que sem ti não bate. Morre.



É desespero descontente
É saudade de quando nos abarcamos
Um mundo aquém do mundo; trocamos
O resto por um eu e você, o surpreso presente
Detesto ter de concordar que devaneio seus beijos quentes
Confesso ter de acordar e o coração bater desconcertante.



Passo as mãos sobre o rosto tenso
O suor que percorre meus semblantes
É fruto das lágrimas que não caem de tristeza
É amor, é intenso; é indecifrável e é brusca sutileza.
Enfim...
É você em minha história: começo, meio e fim.

2 comentários:

  1. Lú,

    Me impressiona a delicadeza que você tem com as palavras, e a cada poema te vejo mais maduro. A força do sentimento é capturada por suas palavras, lavras descendo montanha abaixo, e de repente, como em um passe de mágica, tornam-se delicadas, inofensivas em sua intensidade.

    Parabéns.
    Beijos e flores.

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  2. Escuridão
    noite liquefeita
    tudo toma forma
    do corpo que se deita
    na escuridão... HG

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