O meu medo é entregar-me outra vez.
Nunca ouve tal beberagem que mais me incomodou
Como aquela de quando bebi do seu amor.
Um urso quando hiberna sempre acorda
Percebe sua mudança e abala
Vai à caçada com faca e corda
Mata o leão que urra e nunca se cala.
Um sonho acordado vale mais que uma noite mal dormida
Amor às escuras pode enlouquecer
Posso ter aprendido a fazer tanta coisa nesse tempo
Mas aquele que usa a memória não pode aprender a esquecer.
O receio de uma nova vida velha e moralizante
Faz com que não me faça mais de constante
Uso o melhor do tempo que me resta
Veja o buraco na porta. É uma fresta.
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