Enquanto fico eu aqui devaneando e o tempo vai passando, discorrendo sobre sua efemeridade que em mim torna-se finita e no infinito do meu íntimo corre contra si mesmo para que eu possa te encontrar.
É devastador o furacão de loucuras que contornam minhas vontades coesas e insensatas; é desorientação quando me acalmo antes mesmo de entrar em delírios e alucinações buscando um porto seguro para minhas descontroladas ações.
Julgo-me pelo primeiro ato, arrependo-me pelo segundo, perdôo-me pelo terceiro e no quarto faço tudo aquilo que foi conseqüência do que já se foi.
Se você acha que estou bem, espere só até ver o que está rabiscado nas paredes do meu quarto, o que acontece com o que é material em meio aos meus revoltosos sentimentos revolucionados pela saudade; espere só até saber que o que faço por ser certo me faz errado perante outros olhos e sob os teus sou indiscutivelmente verão em meio ao desconcertado inverno que já foi outono.
Neste instante posso até estar descrevendo o que me corrói, mas você sabe que ao mesmo tempo em que penso e sinto não consigo agir e compreender os porquês, pois afinal, tudo o que me orienta até você se desfaz quando enfim a encontro; tudo vira de ponta cabeça, de pernas para o ar, os pés encostados no céu, as costas na montanha e as mãos no mar feito especialmente para você com as águas das mais puras e sinceras lágrimas do precisar que me faz viver.
Preciso descansar meus olhos que vêem suas caras, movimentos, seu pensar e seus sentimentos, aproximando-os do meu coração, para que estes se acostumem a ter você por perto, e mesmo quando não estiver, olhar para os pés e fazê-los ir lhe buscar.
Espero que fique bem sabendo que há alguém que pode lhe dar aquilo que mais há de precioso: o amor.
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