Cai o giz que desenha
Meu nome junto ao seu,
Nas areias da praiaQue o mar apagou,
Levou embora de tanto que gostou
Da saudade que bate e o peito pede arrego
Os peixes sensatos aprendem que o medo
Da água que traz as palavras de alguém
Não ferem, não dói, mas carrega consigo
A saudade de um homem que clama por seu bem.
Aceitam o destino e levam consigo,
O que carrega no peito
Do adulto menino
Que jura de joelhos a verdade que o mata.
Tsunamis e tempestades,
O pavor do futuro que abarca seu destino
O grande menino agora em apuros,
Não se contém e se agoniza,
Não sonha alto nem minimiza
Os seus sentimentos que apelam
E rezam para chegar
Através do mar
Lá do outro lado
Com peixes nadando e o céu tempestuoso.
E com o olhar vertiginoso
Alivia-se por saber
Que os peixes chegaram e souberam o que dizer:
“Vive o homem do outro lado que se debate de saudade
Pela mais bela jovem que por aqui clama seu nome para que venha buscá-la.
Ele vem ali logo atrás, nadando e nadando e pretende chegar
Ele vem só para te ver e suas súplicas curar.
E então morre de amor para seu nome eternizar.”
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