14 de outubro de 2010

Reaprender

Foram cruciais as gargalhadas da desgraça alheia
Este usufrui o poder que tem para benefício próprio
Aquele se mostra submisso a quem o submete ao ridículo
Acolá pousa o pássaro branco já cansado de recados
Salvação não mais é tentar deixar nas mãos dos outros.

É mais do que preciso levantar e dar facadas
Deixar a comodidade dos elevadores e chegarmos ao topo pelas escadas
Usarmos coroas de arame farpado
Ser menos que um mendigo e mais que um executivo
Precisamos estar dispostos a sangrar por justiça de verdade
Sem que possa ferir a carne corrupta
E dizer não à corrupção carnal.

Somos animais sentimentais como qualquer outro
Tudo o que nos relembra derrota, arrepia
Já o que foi vitória, sucumbe-nos ao medo.

O sábio sabe que saber demais é exagero
O corajoso tem coragem por ter medo
O pássaro voa por livre ser
O homem quer ser livre para voar.

Contanto que ele não ache que para voar precisa já estar em cima
Pode ser que ele saiba que o pássaro
Não voa tão alto porque tem coragem,
Mas sim porque sabe que aqui no chão
A liberdade de andar por onde quiser
Termina quando a bala fere seu coração.

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