Odeio que tudo ande como deve andar
Não precisa ser bêbado trançando os pés,
Mas que ao menos aconteça-me descasos,
Que ao menos desate a cocheira das costas
Que ao menos trace linhas no papel que voa longe
E que voa afim de me levar aonde tiver que ir,
Mas sem eu saber como fechar os olhos
E ainda assim não sentir o vento correndo, ou andando,
E não enxergar, e arrepiar, e surpreender minha surpresa,
E engajar-me num balão sem gás e viajar no mar,
E tocar a água com a boca sem saciar,
E concordar sindeticamente com adições de "ês" sobre o infinito
E ponderar os pontos afim de que girem ao contrário e quebre regras
E ensine como avião voa de ré e pousa na floresta virgem que nem existe mais.
Odeio amar... E simplifico assim
Afim de que me entendam e se confundam em si.
Respondam-me:
Aonde queres ir? Mas que chegue lá sem ir para lá,
Ou ao menos sem saber que sabes o lugar.
O amor é dádiva e inesperadamente incoeso
Não ao desprezo. Sim ao desprezo do desprezo.
Viu? Eu não sei do que falo
Porque amo. Só...
Luiz Aguinaldo
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Pode "mandar bala" nas críticas boas e ruins aqui!