22 de março de 2012

Sobre um caminho




Não o mesmo caminho.
Como está você?
Indo?
Pois então...
Eu estou bem e vindo
Sempre na direção contrária do mundo.

Enquanto pensam, faço
Enquanto fazem, assisto triste
Enquanto assistem e se divulgam... Penso!

Nunca uma cobra atacará por maldade
Nunca um sorriso doce se levantará por ser triste.

Sociedade, a cobra do sorriso de ouro
Vou ao mercado e pago para te satisfazer
Meu ego dorme enquanto sua ganância vinga
Enquanto sua vingança atrai os outros para si
Dão-se então as mãos e colam cartazes da sátira.

Eu como pétalas de rosa
E teimas em vomitar o pus da tua arrogância.
Eu escarro o nojo
Enquanto comes o que te fala mal e delicia-se.

Anda como seu soubesse de tudo
Como se a verdade fosse sua e de quem pensa igual.
Corro contra. Não a ti, mas aos seus propósitos
Sempre na contramão...
Como se eu fosse burro, às vezes, num surto, igual a alguém
E corro mais rápido para não parar enquanto bebo água
Afinal, sempre há alguém vendendo o que não é de si
E sempre batizando como se fosse teu
Apenas bebo porque aqui estou,
Mas corro para alcançar tudo o que não sei.

E não sei de quase nada.

Luiz Aguinaldo

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