Vamos curtir a dose num copo vazio
A cada bebedeira de sensatez um milímetro de uísque frio
A cada passo certo dado com o coração outro milímetro.
Será que encheremos o copo?
Será que há a possibilidade dentro dos goles de sede
impossível?
Sente-se e se sinta a vontade
Não permeie a solução
Não dissolva o caminho
Muito menos fragmente ou desfragmente o futuro.
Ame-me
Como se pudesse ser recíproco beber e amar sinceramente.
Acaricie-me
Como se coma alcoólico fosse sinônimo de alegria.
Desate a minha mala e me traga aqui,
Deite ao meu lado e sinta o meu coração,
Durma comigo e sonhe como se agisse pela razão,
E não se esqueça de que eu sou um fantasma alcoólatra
Extasiado do gosto doce da vida,
Enjoado da solidão, essa morte interior.
Depois finja que eu não estou aqui,
Finja que eu não existo
E faça o que você faria se fosse você mesma.
Quebre a cara! Vá! Faça!
Pese o contraste do seu copo quase vazio
E do meu cheio de uísque frio.
Não chore... Pelo amor de Deus!
Eu não quero te deixar antes que você venha.
Mas apenas venha se conseguiu pesar.
Eu não quero ouvir músicas e lembrar de você
Eu quero compô-las e cantar olhando nos seus olhos.
Eu só durmo se morrer; só sonho em vida,
E tenho pesadelos quando a carne é fria.
Chega de tortura!
Quantos anos você tem?
Quantas vidas você tem?
Qual importância você tem?
Se você realmente soubesse
Já estaria aqui antes mesmo que eu dormisse.

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