3 de abril de 2011

Enquanto outro mundo existe...

Não que eu queira demais
Ou que eu tema perder
Mas tento ser capaz de ser o que sou capaz.

Fica vivo aquele que morre de vontade de amar?
Adoece o coração que se desespera enquanto sente
Que não há nada no lugar?

Perdão meu Deus por duvidar do meu ardor
Creio fielmente na felicidade que tenho com o Senhor,
Mas suplico que minha alma viva de amor
Assim como sempre me reergui
O perdão devorador dos meus pés calejados de correr atrás
Pensando estar à frente enquanto parecia estar imóvel,
Não passa de grunhidos de solidão enquanto acha que achou
Enquanto sua pena é aprisionar-se
Enquanto o choro é revelar-se
Enquanto os dentes à mostra de um sorriso é delirar-se
Enquanto delírios é sonhar
Enquanto os sonhos vão me levar
Enquanto não sei aonde é o meu lugar
Enquanto todo lugar é minha casa
Enquanto a casa é meu abrigo
Enquanto meu abrigo é a quentura do meu coração
Enquanto meu coração ferve e bate
Enquanto bate a saudade de amar
Enquanto amo,
Sempre caio de ponta cabeça
E o meu mundo encontra-se assim certo
Enquanto tudo gira sem cessar
Sinto-me um mundo inabitado
Pronto para dar todo oxigênio
Àquela mulher que pouse na minha terra
E deixa-me feliz por eu assim ficar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Pode "mandar bala" nas críticas boas e ruins aqui!