e dou de cara com o jardim imerso
Toda água que está lá fora
São fragmentos líquidos da minha saudade.
Cai a primeira pétala
E a muda de margarida falante
Muda o sentido da vida
Enquanto não fala, fica muda
É coisa miúda
Se não percebermos como o enlace dos braços em sintonia é fundamental
Assim como todo gole d’água é vida.
Ar está para solidão assim como sorriso está para meus pensamentos em você.
Busco um meio leve, pouco brusco
Enquanto chove e o arco-íris cumprimenta o sol
O pote de ouro é o anzol
Para a perdição dos dizeres preteridos. Nunca achados.
Pude estar nas nuvens, olhando aqui em baixo
Mas meu fanatismo por doces
Me fez crer que nuvens são sonhos altos prontos para serem devorados.
Pesadelos é que são salgados.
No alento que encontrei entre as folhas de poemas
Baú de lembranças das artes bronqueadas
Bolas de natal na árvore enfeitada
Pronto para esperar a chegada
Do velhinho de vermelho e barbas brancas
Voz branda
E um presente eterno: amor.
Posso ficar feliz em ganhá-lo,
Mas é efêmero se eu não puder compartilhá-lo.
Então volto a sonhar
E abro a porta do quarto...
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