Aprendi a não andar descalço
Sabendo que o caco de vidro, lágrimas ao chão,
Não entrassem no meu corpo e derramassem meu sangue.
Sou fruto do ardor que colhe a alma que não se abate
No seu retrato sorridente, alegre e orgulhoso,
Vendo-me diante de ti com deleitosas gotas d’água caindo pelo queixo
Buscando jogar-se para encontrar o chão que tantas vezes pisaste.
Meus sorrisos ao mostrar notas escolares, medalhas de honra ao mérito,
Contando histórias engraçadas, tristes e tantas outras coisas no sofá de casa,
Fazendo poemas demonstrando um amor incompreendido
E você, tão tímido, com toda sua brutalidade e um toque de leveza, os corrigindo;
A cada viagem para longe, uma mensagem no celular, uma ligação de saudade,
A preocupação de não perder uma jóia rara que poliu até crescer.
Tudo isso é pouco...
Todas as noites discutidas, as vezes em que não pude dar explicações,
AS verdades mal ditas, tantas as desobediências malditas,
Tudo que trazia à tona um filho ingrato depois de ser coberto com o manto do amor paterno.
Minhas desculpas por artes não valem mais,
Minhas lágrimas de raiva e solidão se esvaem tristes,
Minha cabeça pedindo colo e o meu corpo implorando consolo não se movem;
Devasto mundo insensível que tiraste do mundo a minha força
Mesmo que ela tenha ido feliz [que aceito e também me felicito]
Poderia ter esperado para que eu lhe desse mais um beijo, um abraço,
E lhe dito em uma conversa de algumas besteiras, dezenas de insultos,
centenas de dúvidas, milhares de respostas e no fim apenas uma coisa que me faz mais falta
Dizer que te amo.
Sabendo que o caco de vidro, lágrimas ao chão,
Não entrassem no meu corpo e derramassem meu sangue.
Sou fruto do ardor que colhe a alma que não se abate
No seu retrato sorridente, alegre e orgulhoso,
Vendo-me diante de ti com deleitosas gotas d’água caindo pelo queixo
Buscando jogar-se para encontrar o chão que tantas vezes pisaste.
Meus sorrisos ao mostrar notas escolares, medalhas de honra ao mérito,
Contando histórias engraçadas, tristes e tantas outras coisas no sofá de casa,
Fazendo poemas demonstrando um amor incompreendido
E você, tão tímido, com toda sua brutalidade e um toque de leveza, os corrigindo;
A cada viagem para longe, uma mensagem no celular, uma ligação de saudade,
A preocupação de não perder uma jóia rara que poliu até crescer.
Tudo isso é pouco...
Todas as noites discutidas, as vezes em que não pude dar explicações,
AS verdades mal ditas, tantas as desobediências malditas,
Tudo que trazia à tona um filho ingrato depois de ser coberto com o manto do amor paterno.
Minhas desculpas por artes não valem mais,
Minhas lágrimas de raiva e solidão se esvaem tristes,
Minha cabeça pedindo colo e o meu corpo implorando consolo não se movem;
Devasto mundo insensível que tiraste do mundo a minha força
Mesmo que ela tenha ido feliz [que aceito e também me felicito]
Poderia ter esperado para que eu lhe desse mais um beijo, um abraço,
E lhe dito em uma conversa de algumas besteiras, dezenas de insultos,
centenas de dúvidas, milhares de respostas e no fim apenas uma coisa que me faz mais falta
Dizer que te amo.

Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirSem reação frente a palavras tão reais quanto a emoção que senti as lendo. Você É o dom! Maravilhoso.
ResponderExcluirMorte – para quem vive é o fim da presença;
ResponderExcluirE o que fica deveras é ausência, mais presente que o dia que há.
Uma fada envelhecida, desencantada, perdida.
Por não saber eternizar...
Ainda vivemos!