Pardal que aprende a voar esquece o medo de errar.
Ponho fogo alto e acendo o charuto
Duas tragadas e um verso sobre nuvens
E tudo embaça.
O som da bateria do vizinho aumenta
O dó tem cheiro de Mi, e faz Sol, Lá, Si...
Agora o cachorro do vizinho,
Não o vizinho, mas o cachorro,
Late em qualquer tom
E o barulho do som
Da bateria do vizinho traz canção pesada
Sobre sua mulher amada
Dormindo sob sua música preferida.
E o relógio do vizinho
Não tem tempo e não para de tocar
Informa que está na hora de abaixar o som,
Mas o ingrato do vizinho
Que não fuma, cheira e bebe
Brega por sua idade
Dizem que não é feliz de verdade
Está contente,
Está bem na minha frente.
É disso que tenho medo
O meu vizinho
É o meu reflexo no espelho.
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