11 de julho de 2011

E esse eu. Amor entre os “Pês”

Por que não diz o quanto me ama?
Palavras podem não bastar, mas confortam
E os dias podem não passar enquanto meu coração chama
É por isso que os meus olhos esperam
Por uma carta vinda de qualquer lugar que você esteja.

Por que insiste em fingir tanto assim
Pode ser que daqui a alguns dias eu não possa mais estar aqui
E será que me amaria mesmo que eu estivesse em outro lugar?
Se você esquecesse teu orgulho de mulher
Nessa história haveria três sujeitos: eu, você e o amor.

Por que sentar só numa poltrona de dois lugares
Posso acompanha-la até onde nem o sol a satisfaz
Se eu não sonhar contigo não haverá ninguém mais
E essa sua vontade de estar sozinha será fácil demais
Para quem pode se aventurar a amar-me muito além de poucos olhares.

Por que insisto em querer-te aqui?
Pode ser que esta luta seja apenas minha
E eu a queira sozinho, mas não há pessoa além de mim que está sozinha
Um que só não é dois porque a soma não tem um igual
Porque não há explicação que seja menos natural.

Por amar quem não vê
Amo a mim primeiramente
Muito ainda porque
O amor nasceu sobre ti anteriormente
Respondendo a tudo o que eu perguntava.
Perigoso desafiar o hoje
Porque o futuro pode ser o seu passado antes de me conhecer.
Perigo. Prefiro me chamar assim e fazer tudo diferente sem retroceder.



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