7 de julho de 2011

Mendigo de si mesmo



Ligaram para mim para me pedir dinheiro
Querem comprar cachaça para esquecerem os problemas
Por que não pedem para eu lhes dar abrigo
Ninguém quer um amigo
Que lhes dê arroz, feijão, cobertor e livros.

As pessoas querem o que não têm
E eu que quero só o que me faz bem
Não tenho dinheiro a oferecer
Mal tenho para mim, mas dou para você
Se você prometer que vai ser meu amigo também.

Os humanos dão valor ao inútil
Sou tão pouco, mas sou útil
Quem disse que abrigo não esconde o frio?
Eu quero mostrar para os inimigos do Brasil
Que aqui tem gente decente
Só não as vejo na minha frente.

É melhor falar da gente
Meus amigos e meu amor
Que é o que não importa para ninguém
E com isso vou mostrar que sou diferente
Que sou humano e sinto dor
Dor de querer o bem
Não vivo por ninguém, mas vivo para ver sorriso no rosto de alguém.

Esse pode ser qualquer um
Desde que não queira nenhum drink barato
E se contente em fazer o bem comum
E em troca, receber um abraço apertado.


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