Olha lá fora o sol
Está sorrindo sem motivo
Sua felicidade sem sentido
Pesca olhares sem anzol
Tem mares de nuvem branca.
Sem tristeza chove e orvalha em algum lugar
Se aqui quem reluz é o rei
Há algumas milhas daqui a festa é lunar
Luana está acordando eu sei
Porque já olhou para o porta retrato na janela
Está escrito no céu alumiado: “Hoje o dia é dela”.
As luzes Amarelas Ultra Violeta
Vão dando cores a mais no seu andar
Ela pega sua bicicleta
E voa porque o seu destino é o infinito sonhar
Com algum esbarrão de sapo
Em qualquer lugar pode estar seu príncipe
Vestido de cetim ou com algum farrapo.
O coração é um fosso de água invisível
Sem nenhum sentido plausível
Para qualquer segredo lido em sua mão.
Luana vira a esquina de lá
Ninguém entende o próprio destino
Escorrega e cai de pernas para o ar
Olha direta e fixamente para o vigésimo andar
E adormece com a última imagem do seu coração parado
Por algum motivo parece ter achado
Naquele palestino que desceu para salvá-la.
Solano pensava diferente de qualquer
Mané playboy que só quer saber de acabar com o sistema
Que eles mesmos fazem parte.
Ele sabe o que quer
É rico e trabalha honestamente
Faz o bem e não olha a gente
Que diz o que quer e nunca fala o que sente.
E mais um capítulo se encerra
mostrando que a luz do dia faz toda diferença
E mesmo que essa louca vontade de começar a cada dia
Uma nova história de amor com aquela que o olhou
Faz crescer toda eloquência
De quando se ama além de qualquer torpor
Nunca por obrigar-se a não estar só,
Pois sozinho o monte termina logo
E o laço termina no nó
Ama-se simplesmente por amor.
E no final do dia
Eles saíram para jantar
Beijos... beijos... e cantaram Rock and Roll.
Assim termina o dia do sol que sorriu
E da lua que orvalhou.

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