4 de julho de 2011

Sobre afins do sonho

O véu que o vento leva
Voa e viaja para alcançar teu sono.
Vossa Majestade, amada minha,
Venho a entrar-lhe no sonho
vasculhando e talvez até encontro
Alguma palavra que a descreva.
Talvez pergunte à natureza.
Teu mistério é tua beleza,
Teu rosto sério, toda singeleza,
Tenho esmero em sonhar com minha princesa.

A utopia que me invade
Transforma alazão em animal selvagem,
Não perde a beleza, mas sobra-lhe a coragem,
Pela bela donzela que me resta apreciar,
Embaraçou meu modo de pensar, bem como meu jeito de ser.
Encantamentos sutis, devaneios à parte,
Parece-me que por ironia estou com sorte,
Desafio outrora a minha própria morte,
Enquanto perco-me nos mais obscuros caminhos
De céu vermelho rosa, e chão afiado espinho,
Para que na brisa doce, possa encontrar a tua essência
E te levar comigo, encontrando enfim, minha sobrevivência.


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