17 de agosto de 2011

Até mais ver, Claricinha




Oh! Minha doce Clarice,
Teu vestido transparente
Sendo teu interior
De Incógnita beleza,
Mente interrogativa,
Lança tua verdade nua,
Lança teu olhar deslumbrante,
Doma meu ego pensante,
Afoga minha alma crua,
Acrescenta-se em menos,
Não se diminui jamais.

Tão simples que a torna mais.
És o calor e o sereno,
És tão óbvia como nunca,
És acento, consoante,
Obra, autora e figurante...
És tão única e tão tua,
Tão poema e tão narrativa,
Quanto fé e natureza.
Tua tortura, teu amor,
Tão mudo e tão aparente
Que chorei quando partis-te.


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