23 de agosto de 2011

Teu quadro, meu tempo




Penso na mulher de poucas formas
Todas infinitas, muitos formatos, uma mente
Prolonga minha insônia e reforma
Todo meu interior, novo guarda-roupa, sinto-me diferente
Sou quem sempre fui, mas não me custa ser mudado por você.

Penso-a e sento no banco da praça
Pego a tela e a aquarela
Pinto toda sua beleza, disfarçada em sua graça,
Para que possa pintar meu caminho ao lado dela.

No seu retrato por mim pintado
Eu posso mexer no seu futuro
Ser quem nunca pude, plebeu a cavalo.

Posso transformar todo seu presente
Só me é impossível mudar esse sorriso que aturo.

Ele significa meus tempos. Coisa que não se vê.


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