Quando o sol deixa de ser figura
E a sua pureza deixa de parecer chuva
Porque a poluição do mundo está na mente
E se você diz que eu posso, você mente
Porque a dor de um nunca é a mesma da gente
E dois nunca será um nesse mundo indigente.
Se Beija flor voou para me ver de longe
Esperando assim estar mais perto
Que não se sinta triste com minhas lágrimas, espero
Que não se envergonhe que não me vê com esmero
E assim continua a história do desespero
De quem não sabe andar só sem se olhar no espelho
Ver sua imagem rabiscada pelo passado sombrio,
Presente indecente e futuro indecifrável.
Autor da linda história inenarrável,
De alma intransponível,
De amor insensível e crueldade incomensurável.
E segue a linha do destino
Do homem que não sabe andar sozinho
Que perdeu o Beija-flor e seu caminho
E sem o sol da noite e a lua da manhã
Sem o calor e o frio das montanhas,
Sem os arrepios que no olhar sombrio se perde,
Acha-se apenas a inquietude da alma desgarrada
Do seu princípio pré-julgado
Do indício de assassinato não cometido
Do coração à outrem nunca prometido
Do tive, terei ou tenho tido,
Da minha audácia ou falta de tino
Falta-me qualquer esperança ou último suspiro.
Perdido, escondido, revertido em contrastes,
Não me perdôo por encontrares
E ter-me como mentiroso e no fim
Medroso e fugitivo.

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