2 de agosto de 2011

Perto da lareira



Acende uma vela e vem
Para perto da lareira
Onde esperamos a noite passar
Contando histórias de amor
Para quem quiser sentar e ver
O fogo revelado e sob o reflexo dos nossos olhos
Ouvem-se mil recitações de brigas e poesias.

Nada do que a luz apagada incita
Incita-nos a esquecer de que não foram sonhos
Nem mesmo fizemos planos
Deixamos o destino agir por instinto.
Pressinto que há mais gente por aqui
Imaginando que somos algo perfeito
Se pensa pode ir saindo,
Pois somos duas imperfeitas vertentes se unindo
Para que se haja uma verdade surgindo.

Há milhões de histórias como essa
Que no final não passam de filmes de terror
Onde o monstro detesta gente grande
Que se torna criança com uma lanterna debaixo do cobertor
Fazendo planos e trocando ideias
Somando os tantos contos que guardaram nas meias
Para que não de chances para as pilhérias dos olhos invejosos.

E enquanto o sol se prostrava para os cegos
Tomando o frio que calculava seus egos
Sob a cegueira que tremulava os seus corações
Tudo mudou depois de uma madrugada na lareira
Enquanto dois imperfeitos contavam suas piores histórias
Completadas com seus melhores sentimentos
Não houve defeito que não aparecesse sob a luz das velas
Nem alguém que discordasse daquele momento
E no final
A imperfeição deu lugar
A um show solar
A uma festa interior
Daqueles que nunca souberam ou acreditaram no amor
E no jardim prontos para se despedir
Se olharam nos olhos e o resto não contamos aqui...
Apenas deixamos que você acenda uma vela
E conte, perto da lareira, sobre a noite que por amor não conseguiu dormir.

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