8 de outubro de 2011

Antes do epitáfio



Soou como inocência
A carceragem da minha alma lúcida
Pedindo de joelhos os sonhos seus
Tão nossos...
Tão gritante que a minha voz desaparece.
É como o eco da caverna onde fizemos nossos planos
Suamos frio como corpos ascendentes à aurora
Fervemos! Como se queimasse o espírito,
Como se clamasse a Deus por meus pecados,
Éramos Leões ao Cosmos,
Virgens sobre as Estrelas,
Sargitariamos entre as Libras...
A noite era um cometa, laranja avermelhado,
E nossos olhos petrificados uns aos outros
Como se não houvesse olhos
Apenas caminhos entrelaçados ao acaso.

Não pague a fiança!
Não ouse dar um passo que nos distancie!
Longe eu sou como o vácuo,
É poeira que se esconde do vento
E não tem para onde ir.

Não fale com o juiz!
Não tente bancar a santinha
Somos pecadores do mesmo amor
Somos pecadores... Ouviu?
Que os céus abracem a nossa morte de abraços entrelaçados
Que os céus nos julgue pelo amor que foi Vivido!

Não peque!
Não peque!
Eu não posso viver sem ti entre os extremos.
Não peque!
Não peque!
Eu cometeria suicídio se o céu for a tua ausência.
Não peque!
Não peque!
Eu choro e estou fraco só de pensar que poderá ficar longe.
Por favor...
Não peque!
O céu é nosso... O nosso começo e o fim do Mundo...
A importância ainda poderá existir mesmo depois da morte...
Mas... Por favor! ...

Não peque...!

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