18 de outubro de 2011

Férias da vida

                                                              Imagem retirada da internet

Preciso encontrar alguém!
A minha abstinência de Amor não convence,
Meu café da manhã não faz sentido algum,
E o resto do meu dia parece chuva e vento forte,
E quando olho o sol do horizonte sinto-o tão distante
Como pássaro da luz na imensidão escura.

Precisei de férias da vida
Mas as férias da vida são o sono ou a morte.
O Universo tem estrelas e me dá sono.
Preferi o sonho de sonhar com um Amor real
Para acordar quando ele me acariciar
E depois de acordar e vivê-lo por um dia,
Quantas horas tiverem que ser... No final do ano...

Depois então escolho o Universo
Mesmo que o Amor seja algum universo oculto
Alguma frase bonita escrita no muro da razão
Britadeiras, gramas, colchão...
Amor que faz barulho, beijo na grama e termina no colchão.

Quero a intensidade de viver.
Sei que tudo vai acabar e eu não vou me lembrar de nada
Vou esquecer e fazer do nada a última lembrança a dois.
Se eu não me lembrar de nada depois das últimas férias
Então que eu me lembre agora de você, reze por você,
Peça sua salvação e que você me chame de lado
E diga que me ama.

A lembrança é a última nuvem que se vai depois da chuva,
E a primeira estrela que vem é o presente do Universo
Dando sentido à vida, ao Amor,
Para que mesmo que não lembrarmos depois das últimas férias,
Reste um coração bonito na mão e uma carta no bolso.
E se nada fizer sentido
Lembre-se que o Universo é a poesia em carta do nosso Amor...

Um comentário:

  1. Nossa, muito bom. Como seria bom se todos pudessem criar poesias expressando sempre tudo o que sentem e almejam, valorizando assim sentimentos e desejos que muitas vezes são apenas passageiros e por fim, esquecidos. Parabéns!

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