Tenho a vontade de pular da ponte
Minha saudade enquanto se esconde
Extrai da lembrança o sumo do mar
De ondas leves que bate na pedra
Que presenciou um beijo doce sob o sol e o amar.
A minha dor aguda, pontiaguda
O meu brio sob a tua sombra, sombrio
Sinto-me um vazo sem ti minha flor, vazio
E quando ajo você parte e depois chama, ajuda.
Nem que Pessoa tivesse o Mar português para si, se fosse assim
Teria então descoberto a concretização de Clarice no "It", inteiro
Meio verso, disperso, propenso sob uma luz estranha, e sonha
Com Machado quebrando o Humanitismo, sou humano e sinto
Que você me ouvirá quando fora a hora. E agora
Pressinto-me sucinto, ponho o cinto
E apareço com sintomas de dor na coração que foi embora
Deveras sinto muito por sentir muito amor além do tempo
Por ti Senhora.

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