Notadamente sou um alguém cuja vida se define em amor, tanto que já amei, fui amado e assim sou.
Contudo as experiências que a vida me proporcionou têm um propósito, só não sei qual.
Por que tive de entregar tudo de mim e me arrepender? Tudo isso valeu à pena? Algum amor que tive realmente me amou?...
Inúmeras perguntas surgem como uma máquina que trabalha a todo vapor, mas as respostas são tão prováveis quanto 2+2=4.
Eu entreguei tudo de mim porque fui inexperiente, imaturo com as minhas ações e sentimentos, consequentemente comigo mesmo. Talvez se eu tivesse dosado o meu amor, apreciado-o, ele poderia ter durado muito mais, mas a minha vontade insaciável de beber da mais pura e infame fonte de felicidade me deixou bêbado e como todo pau d’água acabei cometendo erros e dando vexames. Deve ser por isso que eu deva ter me arrependido.
Tudo isso valeu à pena, porque consegui chegar ao nível de um autodidata e aprender sem que algum professor pós-graduado no conceito amor tenha me ensinado, aprendi com os meus erros e acertos, meus defeitos e minhas qualidades, enfim, consegui amar tanto, aprender tanto, sofrer tanto que hoje levo comigo um longa bagagem por essa vida que segue ininterruptamente.
Agora, se alguma pessoa que eu tenha dado o meu amor me amou realmente pouco importa, pois tenho certeza que elas não pensam em como eu estou, como a minha vida se segue, qual rumo estou tomando, se estou feliz ou não; e talvez ela se contente mesmo com um sorriso meu dado de longe e um aceno de mãos dizendo oi/tchau.
A vida é efêmera, por isso tenho me dedicado a fazer dessa experiência alguma coisa útil, para que no meu túmulo, quando tudo o que passei aqui, tudo o que eu entreguei aos outros subjetivamente, tenha sido para o meu corpo algo não meramente menos do que artificial, mas que também tenha sido tão bom a ponto de ficar guardado no coração e na cabeça de cada pessoa em que todas as minhas ações influenciaram positivamente e que no meu túmulo fique escrito em letras douradas:
“Aquele que viveu de amor; foi amado, amou e morreu por amar!”

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