11 de maio de 2010

Bomba Atômica




Sonho?

Pesadelo?

Um ID sem utilidades

Não há incertezas quando nada é certo

Não há ninguém por perto

Enquanto somos quem queremos

Assim só os temos quando deixarmos de sermos.



Iludi-me de utopias amorosas

Cai em tentação forçosa

Puramente mente inquieta

Trabalhava em ritmo atleta

O coração bombeou, bombeou e de repente...



BOMBA! KABUMMM!



E enquanto eu pensava que os conhecia

Era só coincidência

Eles também pensavam.



E com sangue de barata

Não houve influência

Era clareza de pensamento, vulgo sensatez

E como nenhuma vez

Essa sociedade ainda inata

Vaga pela imensidão do nada

Atrás do que lhe convém

Capitalismo, comunismo, lucros, dividendos e afins

E a reforma agrária onde está?

Vou ver se está no meu bolso

Por que essa palhaçada virou encosto?!



Não importa, não sou capaz

De fazer tudo mudar

Porque não existo mais

Culpa dessa geração eletrônica

Morri de vergonha

Meus fiéis companheiros lançaram

A Bomba Atômica.

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