19 de julho de 2010

Bebida e biografia

Eu sou o cara na frente do espelho.
Mas o que eu vejo?

Ironia, egocentrismo, presunção, autodestrutivo, solidão, preguiça, nojo, suicídio ao nada que se resume em tudo aquilo que sempre tive e nunca quis ter.

Não seja ignorante como eu e leve tudo à moda generalizada, assim como eu fiz com as críticas, elogios e afins.
Tudo se sucedeu em um profundo gole de álcool de alta qualidade e um sono profundo com direito a sonhar com algo que nunca mais poderei ter.
Resumindo, aos olhos alheios eu sou apenas um ser humano comum, cheio de defeitos, com algumas qualidades; e aos meus olhos alguém que sempre sonhou fazer o melhor para todo mundo, mas nem sempre conseguiu e acabou julgado não por suas intenções, mas por pequenos atos errôneos. [ Nada que fuja ao padrão ].

Um comentário:

  1. Meu raro,

    Nosso auto-julgamento nos condena a solidão. Solidão de nós mesmos.
    Nos sentimos sujos, pequenos, limitados e com isso todas as forças vão para longe.

    Adorei o texto, como sempre, intenso e cheio de verdade.

    Adoro a maneira como você escreve. Seu jeito de ver a vida.

    Beijos e flores.

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