17 de julho de 2010

Julgamentos infames

Sedento pela consumação
Entro em transe para encontrar outro caminho
Destruo o asfalto e piso em terra virgem
Sangrando até o fim por um propósito inútil.

Se sou fútil, egocêntrico e perspicaz
Tenho o dom de estar em todo e qualquer lugar
Não é porque eu tudo posso
Mas porque todos pensam em mim mesmo eu não estando lá.

E eu sigo caminhando com os pés descalços
E a cada passo dado me machuco ainda mais.
E fique aí com os seus julgamentos
Que eu procuro um outro fim.

Se sou humilde, corajoso e maléfico
Consigo as coisas sem dizer por qual fim
Não é porque tenho qualidades admiradas ou engano
Mas porque talvez seja só coisa da sua cabeça, e eu não seja assim.

E eu sigo caminhando com os pés descalços
E a cada passo dado me machuco ainda mais.
E fique aí com os seus julgamentos
Enquanto eu tento encontrar alguém que não me julgue
E me queira assim como sou
Um homem com consciência própria e que quer tudo, menos o seu amor.

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