28 de julho de 2010

Teatral

O meu sono é indiferente aos planos que eu fiz
E ele não independe de alguém para ser feliz.

Durante o dia a miséria dos meus pensamentos acontece
E como que em estado vegetativo eu paro.
Passo horas pensando em como conversar,
O que dizer? O que poderia acontecer?

A noite chega e a vida começa.
Vago sob as ruas de paralelepípedos
De luas apaixonantes e estrelas como amigos.

Pode parecer sem sentido,
Mas o sentido ainda não apareceu,
Deixei o melhor para o final
Para que a história nos causasse euforia.

Em meio a tantas belezas sob a escuridão,
Vagava com alguma intenção superior
Cantarolava canções de amor,
Obedecendo as ordens do meu coração.

Enfim, frente a uma janela desconhecida,
Aparece ouvindo meus desejos, uma face inesperada.
Seu semblante fez a escuridão iluminada
E seus ouvidos deram passagem à canção das nossas vidas.

Uma resposta antes negativa,
Deu lugar à entrega por um amor.
Agora me resta fazê-la feliz.
Que se fechem as janelas!

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