13 de dezembro de 2010

Andorinha atrás da pedra

Fui deitar nas margens e encostei-me a uma pedra
Sua indiferença me incomoda
Ela não canta como uma Andorinha solitária
Ela quer ser diferente, mas se cala
Guarda em seu colo uma mente transtornada
Obcecada em demasia
Por aquela Andorinha
Que voou longe sem destino.

Finge estar só, mas ela incitava
Ouvia uma só voz e delirava
De repente virou travesseiro
Aquela pedra daquele canteiro
E quando vi já não era a realidade, muito menos pesadelo
Dormi acordado enquanto acordava sonhando
Encontrei com a Andorinha em voo plano
Seguimos algum caminho e fizemos planos
Navegar em alta velocidade no oceano
Voar na calmaria de seu canto
Escolher coragem ao medo
Trocar o destino da passagem pelo segredo
Não ser miragem, ser desejo.

E enquanto acumulo pensamentos
E as horas insistem,
Homem e Andorinha
Condecorada sinestesia
É quente, gostosa verdade
Esta noite é fria
Cubro-me com tua saudade
De estarmos sempre juntos.

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