3 de dezembro de 2010

Olhos mundanos

Sou os dejetos tóxicos
Faço mal aos outros ou a mim mesmo?
Farrapos malogrados da minha consciência
Indigente é meu crer em um futuro
Com sorrisos talvez
Com murmúrios de alheios indecentes
O que plantei acaba não se estragando
Nem sei se sou mesmo humano
Se for, é melhor eu sair daqui
Ninguém quer a minha presença,
Dizem que minha dramaticidade é excesso
Sinto muito, mas sou eu,
Confesso.
Enquanto vocês leem eu já saí
Eu sabia,
Nem notaram a minha ausência.

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