Seus cadernos com letras fáceis não tem mais interrogação
Aonde você chorou por tristezas banais
E os problemas de matemática sem solução.
Tudo ou caiu ou foi jogado pelo chão
Com tuas mãos delicadas pedindo perdão
Hoje cruzam seus dedos por oração
Entram e saem os medos e os planos do seu coração.
Aonde as bonecas serviam para enfeitar,
As cobertas de flores te cobriam no frio
Tudo caiu ou foi derrubado por novos ideais
O mundo de uma menina inocente não existe mais.
Já é dia, nunca é tarde,
Basta!
Seu mundo mulher se funde com o meu
Menino de fé, pupilo ateu
É tudo virgindade casta.
Meu mundo de mimos jogados na cara
Consegui minhas próprias coisas, tive tudo na mão
Porque batalhei para ocupá-las
E não porque alguém me deixou em depressão.
Eram dois mundos diferentes, mas sempre iguais
E hoje nosso universo tem um só eclipse
Que não possamos inexistir pelos alheios palpites
E sermos eternas rotações de órbitas naturais.
De um mundo de única patente
Somos o passado e o presente
E o nosso habitado futuro
Para sempre e sempre em nós
Juntos.
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